12 de abril de 2011

mortais

E caem anjos
De asas cortadas
Do céu para o breu
Seus olhos brilhantes
Querendo o novo
Observavam de longe
E a curiosidade aumentava
Parecia tão belo
Tão vivido
E tentados aos luxos e lixos
Desse mundo
Imergem
Num oceano de inveja
Jogados aos pecados
Tornam-se ao inverso
De toda a beleza
E da leveza
Enfim humanos
Sem asas
A luz perdida no caminho
Cheios de malícia
Da força em arriscar
Fica o azar de perder as nuvens
E a delícia de encontrar o calor
Na ousadia de beijar uma boca
Molhados de suor
De tanto imaginar loucuras
Eis então o desejo
E o ato que os torna
Meros mortais.

2 comentários:

  1. Eu pude ver esse em primeira mão antes de sair no blog. Não adiantou de nada, achei, simplesmente, maravilhoso lendo agora. Como se estivesse lendo pela primeira vez. Tens um fã. Parabéns pelos textos.

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