
quantos rostos o acaso me trás
faces perfeitinhas
sem desatinos ou vontades
apenas brincando de ser
de ser quem alguém procura
abra os braços
abrace o mundo
se jogue então ao chão
mantenha-se na superfície da vida
sem demagogias infinitas
um louco desvairado
sem padrão algum
ou melhor
que o seu padrão seja o da insanidade
o precipício não é o nosso limite
e o limite está além dos nossos pensamentos
aliás estes sim voam longe
e bem alto, definitivamente sem rumo
quero meu poeta brincando de pega-pega
um músico com suas partituras espalhadas
que me busque em suas composições
com um corpo riscado
e aquele sorriso explosivo
apaixonadito
mágico louco tirando amores de sua cartola
alguém que me faça esperar pelo agora
o valor de um diamante em um simples bocejo
a metade da minha loucura dividida
somente enquanto eu respirar.
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