29 de setembro de 2010

permita-se


não me venha com esse carinho morno
sem sal
sem vida
com esses beijos automáticos
sem vigor
andróides do dia a dia
vivendo roboticamente
não seja aquele mais ou menos
seja tudo
grite
pule
me agarre
me faça querer além
desprezo as coisas mornas
que não provocam
nem paixão nem ódio
que não me enlouqueçam no ato
quero que me façam vibrar
desprezo as coisas definidas
como mais ou menos
um filme mais ou menos
um livro mais ou menos
uma paixão mais ou menos
um sexo mais ou menos
se for pra agir me faça pirar
sair de mim
virar a outra
a que sai só nos momentos vibrantes
não viva em meia fase
tudo perda de tempo
viver tem que ser pertubador
e intenso
o que não faz você
mover um músculo
estremecer
suar
desatinar
abrir um sorriso
descabelar
não merece sequer
fazer parte da sua biografia.

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